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Riatti anuncia superprodução de “A História Sem Fim” no Brasil para 2027

Primeira grande montagem brasileira baseada diretamente no romance de Michael Ende prevê 40 apresentações, público de 30 mil pessoas e uma plataforma de cultura, experiência, educação e impacto com forte potencial para marcas patrocinadoras.


Arte oficial da adaptação teatral brasileira de “A História Sem Fim”, com estreia prevista para 2027, em São Paulo. Imagem: Divulgação/Riatti Entretenimento.


Uma das histórias mais conhecidas da literatura fantástica mundial ganhará uma grande produção teatral brasileira. A Riatti Entretenimento, empressa associada a APBR, adquiriu os direitos para desenvolver a adaptação nacional de “A História Sem Fim”, obra do escritor alemão Michael Ende que atravessou a literatura, o cinema e a cultura popular, conquistando diferentes gerações ao longo de mais de quatro décadas.


Com estreia prevista para 2027, em São Paulo, o espetáculo será a primeira grande montagem brasileira concebida diretamente a partir do romance original. O projeto prevê uma temporada inicial de 40 apresentações e expectativa de receber aproximadamente 30 mil espectadores, além de ações educativas, encontros com o público, conteúdos digitais e iniciativas de democratização do acesso à cultura.


A produção será realizada em formato de superprodução, reunindo cenografia de grande porte, trilha sonora original, projeções mapeadas, recursos multimídia e efeitos cênicos. A proposta é transformar o palco em uma experiência imersiva capaz de transportar o público para o reino de Fantasia e, ao mesmo tempo, apresentar uma nova leitura da jornada de Bastian.


Uma obra que atravessou gerações


Publicado originalmente em 1979 pela editora alemã Thienemann, o romance “A História Sem Fim” estabeleceu a projeção internacional de Michael Ende. Segundo o site oficial do autor, a primeira edição se esgotou imediatamente. Ende se tornou um dos escritores alemães mais bem-sucedidos do período pós-guerra, com mais de 35 milhões de livros vendidos em mais de 53 idiomas, considerando o conjunto de sua obra.


A história acompanha Bastian Balthazar Bux, um menino que encontra um livro misterioso e passa a acompanhar a missão do jovem guerreiro Atreyu para impedir que o Nada destrua Fantasia. À medida que a narrativa avança, Bastian percebe que não é apenas um leitor: ele também faz parte da história e possui um papel decisivo em seu destino.


Mais do que uma aventura fantástica, a obra aborda temas como perda, amadurecimento, identidade, coragem, pertencimento, esperança e o poder da imaginação. Essa combinação entre fantasia e profundidade filosófica contribuiu para que o livro permanecesse relevante para crianças, jovens e adultos.


Noah Hathaway, intérprete de Atreyu no filme de 1984, entrega a Wesley Cannon o livro utilizado na produção cinematográfica. Foto: Wickedprops/Wikimedia Commons — CC BY-SA 4.0


Do livro para o imaginário do cinema


O alcance da história foi ampliado mundialmente com a adaptação cinematográfica lançada em 1984, dirigida por Wolfgang Petersen. O longa ajudou a transformar personagens como Bastian, Atreyu, a Imperatriz Criança e o dragão da sorte Falkor em referências da cultura popular.


Dados do Box Office Mojo apontam arrecadação de aproximadamente US$ 20,3 milhões para o primeiro filme nos mercados monitorados pela plataforma. Mais importante do que tratá-lo apenas pelo resultado comercial de seu lançamento, porém, é reconhecer sua permanência cultural: o longa se consolidou como um clássico cult dos anos 1980, ganhou duas continuações e continuou alcançando novos públicos pela televisão, pelo vídeo doméstico, por relançamentos e pelas plataformas digitais.


Em 2024, a Michael Ende Productions e a See-Saw Films anunciaram uma parceria para desenvolver uma nova série de filmes em live action baseada no romance. O movimento reforça a atualidade da propriedade intelectual e sua capacidade de receber novas interpretações para diferentes gerações.


Esfinges da produção cinematográfica de 1984 preservadas na Bavaria Filmstadt, em Munique, na Alemanha. Foto: Emmanouil Kampitakis/Wikimedia Commons — CC BY-SA 3.0 


Uma adaptação baseada diretamente no romance


Diferentemente do filme que apresentou o universo de Fantasia ao grande público nos anos 1980, o espetáculo da Riatti será desenvolvido diretamente a partir do livro de Michael Ende.


A orientação é preservar a riqueza narrativa, os personagens e a profundidade filosófica da obra, respeitando sua essência e as determinações dos herdeiros do escritor. Ao mesmo tempo, a produção utilizará as possibilidades do teatro contemporâneo para criar uma experiência sensorial, tecnológica e emocionalmente envolvente.

“Trazer A História Sem Fim aos palcos brasileiros representa muito mais do que adaptar um grande clássico. É assumir o compromisso de preservar a essência criada por Michael Ende e transformá-la em uma experiência teatral emocionante, contemporânea e capaz de inspirar diferentes gerações.”

Well Rianc, diretor artístico da Riatti Entretenimento

A encenação será concebida como uma experiência multigeracional. De um lado, deverá atrair o público que teve contato com a história por meio do livro ou do filme. De outro, pretende apresentar Bastian, Atreyu e Fantasia a crianças e jovens que descobrirão esse universo pela primeira vez.


Tami Stronach, intérprete da Imperatriz Criança na adaptação cinematográfica lançada em 1984. Imagem: dante luna/Wikimedia Commons — CC BY 3.0 


Uma plataforma cultural para marcas e públicos


Para o mercado de patrocínios, uma produção dessa dimensão apresenta ativos que vão muito além da aplicação de marcas em peças de comunicação. “A História Sem Fim” reúne uma propriedade intelectual de reconhecimento internacional, memória afetiva, alcance multigeracional, narrativa de forte conteúdo simbólico e possibilidades de desdobramento em experiências presenciais, conteúdos digitais, ações educativas, relacionamento e impacto social.


Essa combinação cria possibilidades de conexão com diferentes objetivos de marca, como reputação, relacionamento com famílias, incentivo à leitura, educação, criatividade, inovação, tecnologia, democratização cultural e formação de novos públicos.


A cenografia, as projeções, a música e os efeitos cênicos também ampliam as oportunidades de ativação. O espetáculo pode se transformar em uma plataforma de experiências antes, durante e depois das apresentações, permitindo que patrocinadores desenvolvam conteúdos, ações de hospitalidade, iniciativas com comunidades, programas educacionais e projetos de acesso à cultura.


No patrocínio cultural contemporâneo, o valor não está apenas na exposição. Está na aderência entre a narrativa do projeto e os territórios da marca, na qualidade das experiências oferecidas e na capacidade de produzir relações relevantes com os públicos.


Nesse sentido, temas como imaginação, identidade, coragem, esperança e transformação oferecem um território especialmente fértil para empresas interessadas em construir presença cultural com legitimidade e propósito.


Investimento, inclusão e formação cultural


Viabilizado por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, o projeto possui autorização para captação de R$ 4,68 milhões, destinados ao desenvolvimento artístico, à montagem e à realização da temporada.


Além das apresentações, a iniciativa contempla sessões acessíveis com recursos de inclusão, parcerias com escolas públicas e instituições sociais, encontros formativos e debates sobre literatura, imaginação, criatividade e desenvolvimento emocional.


Essas ações ampliam a dimensão pública do projeto e oferecem às marcas patrocinadoras a possibilidade de integrar investimento cultural, acesso, educação e impacto social dentro de uma mesma plataforma.


A expectativa de alcançar 30 mil espectadores durante a temporada inaugural representa apenas uma parte do potencial de contato. O projeto também prevê ações de comunicação, produção de conteúdos digitais e iniciativas de relacionamento capazes de estender sua presença para além do teatro.

2027

estreia prevista em São Paulo

40

apresentações na temporada inicial

30 mil

espectadores estimados

R$ 4,68 mi

autorizados pela Lei de Incentivo

Imaginação como ativo cultural


Em um ambiente marcado pelo consumo rápido de conteúdos e pela mediação crescente das relações por telas, “A História Sem Fim” recupera a imaginação como experiência compartilhada.


Ao reunir literatura, teatro, música e tecnologia, a montagem propõe que o público não seja apenas espectador, mas participante de uma jornada sobre escolhas, identidade e capacidade de transformação.


Para a Riatti, o projeto representa um novo passo em uma trajetória iniciada em 2016 e dedicada à criação de espetáculos, projetos musicais e experiências imersivas de grande impacto artístico.


Para o mercado de patrocínios, representa a chegada de uma propriedade cultural com história, reconhecimento, conteúdo e capacidade de mobilizar públicos de diferentes idades.


Quase cinco décadas depois da publicação do romance, a força de Fantasia permanece viva.


 
 
 

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